quarta-feira, 16 de Abril de 2014

coisinhas matinais

 Há pessoas que conseguem cativar e fazer amigos facilmente. Daqueles que são mesmo amigos ou que apenas são conhecidos naquele momento das gargalhadas. Outros, só conseguem fazer amigos interessados em ir para a cama com eles. Depois olham para nós de lado e acham que devemos ter algum esquema, porque eles só conseguem ter um ou outro amigo. Eu não tenho a culpa de ser feio, dizer umas parvoíces e as pessoas gostarem de estar comigo. Ou isso, ou transmitimos sinais errados aos outros, e os outros, acham que tudo o dizemos, ao invés de acabar com ponto final, acaba com a palavra cama. 

terça-feira, 15 de Abril de 2014

adenda

 Em adenda à publicação anterior, quero apenas informar (quem acompanha a página do Granger no facebook já saberá) que o Pedrinho já tem o jantar pronto e está preparado para assistir o próximo episódio da Guerra dos Tronos. Eu também. Esticadinho na cama. Ouviste Granger? (lololol)

dias e dias

 Acho que por causa do anti-alérgico que tomei ontem, hoje, foi um dia para esquecer. Não só porque não me conseguia concentrar, como andei o dia cheio de sono. Um estado tal, que nem quatro cafés fizeram a diferença. Mal cheguei a casa dormi 30 minutos e parece que descansei uma noite inteira de 8 horas seguidas. E tinha mesmo que ser. Hoje é terça-feira. É dia da Guerra dos Tronos. Bem sei que estou em falta na resposta em alguns comentários, retorno de alguns e-mails e nas visitas a alguns blogues (como por exemplo do Kyle, do Divagações ao Luar - só para mencionar aqueles que não visito há semanas), sendo que espero, até domingo, ficar a par das novidades todas que pulam por aí. Como viagens de finalistas, amores, ódios (LOL) e outras coisas mais!

 Mas hoje a partir das 22h10m é sagrado. Já vos disse que dá a Guerra dos Tronos? 

a conquista de olisbonna

"(...) Muitas mulheres, mães e filhas, foram violadas e mortas, e duzentos mouros, de carnes mais macias, foram arrebatados dessa povoação* e levados cativos para o campo dos ingleses e dos normandos, servindo de escárnio e postos a modos de fêmeas para saciar a macheza dos homens. (...)" 
*Al-Madin - Almada 

in, MARQUES, José Manuel, O Reino, pp 312, Marcador Editora, julho de 2013

perguntas matinais

 O que fará de um blogue, um bom blogue? 

segunda-feira, 14 de Abril de 2014

atitudes

 Passei a hora de almoço a ouvir as minhas colegas/amigas a queixarem-se de uma terceira. Diziam-me elas, uma solteira e outra com namorado, que a outra, desde que se casou, que se afastou delas. Que raramente saía sem o namorado e que tinha virado dona de casa (mesmo quando o marido ia para a borga com os amigos). Achavam mal, porque depois se o casamento acaba, ela fica sozinha. Não só porque se fechou sobre ela própria, mas também, porque deixou de cultivar as amizades que tinha. 

 Tentei argumentar que quando uma pessoa namora ou casa, é natural um afastamento dos amigos. Ou pelo menos, de um determinado estilo de vida que se levava. Mas a verdade, é que os meus argumentos foram-se desmontando um a um e efectivamente concordo com elas. Há mais vida para além de um relacionamento. Os factores exógenos ao mesmo, permitem também que o dito funcione. Não é por dedicarmos a nossa vida a 100% a uma pessoa, que o namoro ou casamento vá resultar, ou que esta, seja a fórmula de sucesso. Acredito que esta "sufocação", de estarem sempre juntos, a fazer as mesmas coisas, só os dois, acabará por matar aos poucos, aquilo que se queria para sempre. 

aviso

 Isto deve estar para acontecer um sismo, seguido de tsunami, incêndios por todo o lado e com queda de um cometa que irá arrasar com metade da população mundial. 

Estive a ensinar a fazer arroz branco a duas amigas minhas.

 Medo.

ginásio

- Olá bom dia. Tudo bem? Queres fazer uns abdominais ali no tapete?


- Bom dia. Não posso. Quero acabar o treino o mais rápido possível porque estou com pressa. Mas obrigado. (E ao mesmo tempo que digo isto pensei: tens uns dentes perfeitos, uns olhos giros e se fosse para o tapete contigo não era para fazer abdominais).

domingo, 13 de Abril de 2014

domingos

 Já me passou a neura. Fui até ao Kaffa e estive com o NA. Tive a ouvi-lo e parece-me que o rapaz está a encarrilar numa nova relação. Fico feliz por ele e acho que merece. Num futuro, que espero próximo, deixará de pertencer ao clube dos solteiros e portanto as oportunidades que os outros deviam ter aproveitado, ficaram para trás. No meio da nossa conversa, entre uma água e um café, perguntou-me: 

- Então e tu? 

- Eu já estive mais longe de voltar a reatar o namoro - Respondi. 

- Mas já estão assim há quanto tempo? Seis meses? 

- Sim, quase. 

- Não sei porque não reatam de vez. 

- Não sei. Mas Talvez aconteça mais depressa do que imaginas. 

desabafos

 Não fico indiferente ao que me dizem. Pode parecer que não liguei, mas no fundo, o meu cérebro começa a processar toda a informação para ver se a outra parte terá razão ou não no que disse. E este não desliga, enquanto não provocar uma conclusão qualquer. É nessas situações, e naquelas, quando cria cenários e hipóteses, como se eu conseguisse adivinhar o futuro. Como se eu soubesse que iria acontecer assim e de determinada maneira. Mas depois sem confirmação, vou consumindo-me por dentro até ficar de rastos. Exausto. 

 As mensagens que trocámos ontem não me deixaram indiferente. Não sou imune ao sofrimento dos outros, à opinião dos outros, mesmo que eu, não esteja melhor. Mas imaginar o que pode acontecer numa noite, onde se sai com amigos, onde um dos presentes está manifestamente interessado em nós e onde o álcool se assume como um inimigo perigoso, deixam a minha mente delirante de episódios, que julgo reais, mas que não tenho a certeza de que se passaram efectivamente. E é nisso que vivo agora. Sinto-me a asfixiar, como se todo o ar que me rodeia, não chegasse para me encher os pulmões. Quero sair para a rua e ver vidas, que não sejam a minha. Os melhores amigos não podem. Não estão. Não respondem. E eu, sinto-me cada vez mais sufocado. Preciso mesmo de sair daqui. Vou mesmo sair daqui. Já. Agora. 

sábado, 12 de Abril de 2014

tardes

Um dos meus locais favoritos em Lisboa é o À Margem. Fica entre o Padrão dos Descobrimentos e a Torre de Belém, na área titulada pelo Porto de Lisboa. O estacionamento durante a semana é fácil e a vista é fenomenal. Há muito tempo que não ia até este espaço, mas nestes últimos dois meses, já lá fui duas vezes.

Fonte: Namorado

26 de Março de 2014:
Estive com a minha melhor amiga. Estivemos a “explanar” ao mesmo tempo que eu, pelo canto do olho, ia vendo os estrangeiros jeitosos que por ali passavam. Esses e os portugas que correm à beira rio sem t-shirt. Estava um dia fabuloso, um sol que fazia lembrar o verão e os dias, em que apenas sorrimos porque sim. Estivemos a falar de nós, de como os nossos sonhos não se tinham concretizado, depois de termos acabado o curso, e que talvez, tivéssemos que emigrar. Trouxe-me uma lembrança da Turquia. Um amuleto qualquer para afastar o mau-olhado (e que pelos vistos não deu resultado porque tive um acidente com o carro depois lolol) ao qual achei imensa piada. Bebemos um chá vermelho para nos aquecer a alma e o sangue, ao mesmo tempo que ajudava a escorrer a conversa.

Fonte: Namorado

10 de Abril de 2014:
Levei duas colegas de trabalho (as mesmas do Peter’s) e estivemos ali a discorrer as nossas preocupações e a nossa vida. Estiveram sempre a dar-me na cabeça, inquirindo-me sucessivamente, quando é que começava a namorar com a minha melhor amiga. Confesso que já é uma conversa que me irrita. Se fosse hetero, acho que faríamos o casal perfeito, mas como não sou, somos os amigos ideias e não seremos mais que isso. Por vezes, gostava de lhes contar que sou gay… e só não o fiz ainda, porque além de minhas amigas, são minhas colegas de trabalho… embora tenha a certeza que continuariam a gostar de mim, como gostam.

Fonte: Namorado

 A meio da conversa uma das minhas amigas começa a contar uma história da vida dela e começa a chorar. Pensei “isto não”. Olhei fixamente para o rio para evitar derramar as minhas lágrimas. Odeio chorar. Sinto-me mais vulnerável do que já sou. E isso custa-me. Mas aguentei-me o mais que pude e confortei-a. As relações entre as pessoas são difíceis e como já escrevi repetidamente por aqui, nunca sabemos de facto, o que cada um vive e passa, sem que eles nos digam efectivamente. Portanto, julgamentos precipitados só dão asneira.

 Fonte: Namorado


 Agora que vejo estes dois momentos, e muitos outros que passei ali (como por exemplo; o meu primeiro encontro, com o meu primeiro namorado, onde o sobrenome dele era o plural do meu nick noutro blogue que tive e eu achava que seria o universo a dizer-me algo) fazem deste espaço, o meu refúgio de eleição. Talvez aquele amigo, que nos recebe sempre de braços abertos, como se não nos visse apenas desde ontem, mesmo que sobre esse “ontem” tenha passados anos. 

posturas

- Mas porque não podemos ser amigos? Como és com esse NA? Porquê? Vamos ao café, por favor. Quero ser teu amigo. Já estou farto de andarmos a trocar mensagens. É que senão vou ter que tomar medidas. O que te custa? Não podemos ser amigos? Não tens amigos?

*Plim* O ****** enviou-lhe uma imagem 

*Plim* O ****** enviou-lhe uma imagem  

*Plim* O ****** enviou-lhe uma imagem 


 Comentário: Sou da geração de 80. Faço 34 anos este ano e já deixei de ser miúdo há muito tempo. Sou um homem responsável e sem paciência para dramas.... que não sejam efectivamente dramas. As pessoas preocupam-se com parvoíces e com "coisinhas", cuja importância na vida é tão insignificante, que quando chega a altura de fazerem balanços, percebem que perderam algumas oportunidades no seu percurso. E não. Na minha altura de adolescente, e nesta época de homem feito, quando se queria/quer ser amigo de alguém, não se enviavam/enviam imagens da pila e do rabo. 

sexta-feira, 11 de Abril de 2014

quinta-feira, 10 de Abril de 2014

mais manhãs de trabalho

Outra colega: Ele é o primeiro a comer a minha coisa.

Eu: Comer a tua coisa? É pah cuidado com o que dizes. Senão dá mau aspecto. 

Outra colega: Pois realmente não me correu muito bem. Comer o bolo que eu trouxe para ti. Está melhor? Se quiserem há aí um recipiciente com mais canela para colocarem no bolo ou na coisa.  

Ainda outra colega: Por falar em coisa, vou agora à ginecologista mostrar a minha. 

(Silêncio) 

Eu: Então se quiseres, tens aí um recipiente com canela para polvilhares antes de ires.  

(Gagalhada geral) 

manhãs de trabalho

Colega: Realmente consegues fazer com que as pessoas façam tudo o que queres. 

Eu: Sabes como é! E olha que não tenho nenhuma flauta mágica. Quer dizer... Bom. Fiquemos por aqui. Não vamos ser pornográficos logo de manhã.